Nasci num frio dia 7 de Dezembro. Quando era pequeno ouvi por diversas vezes a canção "sete e sete são catorze (...)", o resto penso que quase todos sabem. O número do carro do meu piloto favorito de Fórmula 1 (Niki Lauda) era o 7, na mesma altura em que o Nené jogava no Benfica também com o 7. Na Escola sempre joguei com o 7 nas costas. Lia avidamente os livros dos "Sete" de Enid Blyton. Resumindo, este número fez parte da minha infância/adolescência de uma forma muito intensa. Sempre gostei do 7, 17, 27 e múltiplos de 7 para datas de nascimento. A Ana Catarina nasceu no dia 28/7 às 22.30 - 28 (7x4) e 22.30 (2+2+3+0=7). Mas o 7, desde a Antiguidade que tem uma simbologia muito grande. O sete é considerado um numero planetário, o numero da perfeição, existindo: os sete chakras principais; os sete corpos existenciais do ser; os sete raios; os sete céus, os Maias acreditavam que o céu tinha sete camadas; os sete dias da criação; os sete selos do apocalipse; os sete dias da semana; as sete raças. A interpretação medieval considerava o número 7 como cindido em espiritual três e material quatro. Isto foi a base da sua distinção, o famoso trivium e quadrivium das universidades medievais. Na África os dogons que vivem na região central do rio Níger atribuem ao sete o numero da perfeição, o numero 3 é atribuído ao homem e o quatro à mulher. É um símbolo alquímico, esse simbolismo é atribuído nas roupas, os vestidos são feitos de 4 tiras de tecido e as calças dos homens com 3 conjuntos de três tiras. O 7 é o símbolo da totalidade perfeita, do anúncio de uma mudança. Para além disso, é uma porta aberta do conhecido para o desconhecido: um ciclo encerrou-se, como será o seguinte? Sobre o 7, de acordo com relatos antigos, Hipócrates terá dito: “O número 7, pelas suas virtudes escondidas, mantém no ser todas as coisas; dá vida e movimento; influencia seres terrenos e até os conjuntos celestes”. 7 é o número da conclusão cíclica e da renovação positiva, evocando todos os conjuntos perfeitos. Existem muitos relatos sobre o número 7, mas decidi não me alongar mais (quem chegou até esta parte do texto ... os meus parabéns) Escolhi o dia 7, para anunciar aos meus "leitores" que vão existir mudanças significativas na minha vida durante o mês de Setembro, as mesmas já deviam ter ocorrido em Julho (mês 7), mas por diversos factores não foram possíveis.
Termino com uma música que me diz bastante ... "Seven Years" da Norah Jones (na altura da edição desta música, a Ana Catarina tinha 7 anos).
Spinning, laughing, dancing to her favorite song A little girl with nothing wrong Is all alone
Eyes wide open Always hoping for the sun And she'll sing her song to anyone that comes along
Fragile as a leaf in autumn Just fallin' to the ground Without a sound
Crooked little smile on her face Tells a tale of grace That's all her own
Spinning, laughing, dancing to her favorite song A little girl with nothing wrong And she's all alone
Desde 2005 que eu aprecio bastante Ben Harper. As suas canções dizem-me sempre algo, uma vez que as letras são muito bem conseguidas e a música é excelente. Há umas horas atrás, enquanto me dirigia para o trabalho, tocava na rádio "Faithfully Remain" ... para mim foi "love at the first hearing" Coloco aqui a letra e deixo vídeo do You Tube para sentirem a canção ...
I learned to say goodbye to say goodbye too young. I learned to duck from words like bullets from a gun.
How long can you pray? How long can you pray and still not see a change? I faithfully remain. I faithfully remain.
Somethings, somethings you have to let be lost. Some battles some battles you have to leave unfought.
Then the truth just wastes away in all we dare not say. And then all we can't explain. But I faithfully remain. I faithfully remain.
Now I'm afraid once again. Once again it has come to this. When it all goes dark nothing stays the same. Now I'm only what I miss.
And my memories they turn to tears. Oh they turn to fire, blood, and pain. And I, I faithfully remain. I faithfully remain. And I, I faithfully remain. I faithfully remain. I faithfully remain.
Permaneço "chocho" ... o dia laboral hoje foi muito cansativo, depois disso estive a ouvir umas pessoas que necessitavam e a aturar outras que necessitavam de "algo pela cabeça abaixo" ... e mesmo no final do dia ainda existiram desencontros. 6ª feiras 13 são fáceis quando comparadas com 5ª feiras 3!!! Mas ... quando o dia já parecia perdido, ao chegar a casa, reparei que nas lides efectuadas na minha anterior arrecadação, tinha trazido de lá, algo que já julgava irremediavelmente perdido ... um CD com fotos da Nova Zelândia. As fotos em questão chegaram a ser publicadas na Revista Volta ao Mundo ...
Queda de Água em Milford Sound (Branco, Verde, Azul e Castanho)
Interior da Igreja do Bom Pastor em Lake Tekapo (A Cruz indica o Caminho do Céu)
A Nova Zelândia é para mim, o melhor País do Mundo ... e aconselho todos os que puderem a ir lá dar uma espreitadela. Eu pelo menos já me sinto menos "chocho" ... e agora tenho que parar com esta lamúria, senão obrigam-me a alterar o nome do Blog para "Calimero Life" ... ;-)
Voltei há pouco de uma viagem ... e já me apetece, novamente, voltar a partir. Amo o local que me viu nascer, mas apetece-me "mudar de ares" por uns tempos. Não tenho dúvidas de que existem pessoas muito importantes para mim nesta cidade, mas apesar dessa realidade, por vezes sinto-me sozinho. Viajar para mim é estar acompanhado, é fazer parte deste mundo imperfeito e conviver com ele na forma mais natural ... visitando-o nas suas diferentes latitudes e longitudes. Fui feliz na Nova Zelândia (o que senti quando cheguei ao Jardim Botânico de Christchurch não se consegue descrever por palavras). O bem-estar que sinto sempre que vou aos Açores ou a Viana do Castelo é revigorante. Coloco-me por diversas vezes a questão ... o que fazer? Viajar para poder viver? Hoje estou "chocho" ... deixo-vos com uma imagem lindíssima do Jardim Botânico de Christchurch e o link para acederem ao mesmo!
Se há um período mais complicado do que a espera infinita pelo 1º dia de férias no último mês de trabalho, será sem dúvida, o período de adaptação à ideia que ainda faltam mais 11 meses para voltar a ter o merecido descanso. Estou a trabalhar há quase 10 dias (reiniciei a 22) e já estou exausto ... o futuro apresenta-se muito sombrio para mim. Este "post" é o reiniciar do blog (em Julho e Agosto tirei férias do mesmo), mas agora tenho vontade de tornar isto um "vício" diário. Ah ... nas férias dividi-me entre Porto Santo e o Minho ... praia dourada a iniciar ... e verdes campos a terminar. A agitação foi tanta que consegui emagrecer ... (é sempre assim) ... os dias de férias foram "gastos" no verdadeiro sentido da palavra. Pois é, tenho que recuperar peso e horas de sono ... e se o 1º não consigo recuperar aqui ... o 2º vou tentar, terminando já este post!!! ;-) Finalizo com Rodrigo Leão e uma canção do último álbum "Mãe" ... não sei porquê, ando a identificar-me com o título da mesma ... "Vida Tão Estranha"!
São de veludo as palavras Daquele que finge que ama Ao desengano levo a vida A sorte a mim já não me chama
Refrão: Vida tão só Vida tão estranha Meu coração tão maltratado Já nem chorar Me traz consolo Resta-me só um triste fado
A gente vive na mentira Já não dá conta do que sente Antes sozinha toda a vida Que ter um coração que mente
Refrão: Vida tão só Vida tão estranha Meu coração tão maltratado Já nem chorar Me traz consolo Resta-me só um triste fado
P.S. Adoro o que Rodrigo Leão cria, sem dúvida um dos grandes músicos da minha geração.