domingo, 6 de dezembro de 2009

Clube dos "Entas"


Pois é, já falta pouco para chegar ao Clube dos "Entas"!
Já passaram quase 40 anos desde que cheguei, no dia 7 de Dezembro de 1969, aproximadamente às 01.00 dei o 1º choro!
O tempo passa muito depressa, demasiado rápido para a satisfação de todos os meus desejos. Lembro-me que os 18 nunca mais chegavam e quando dou conta já estou com 40.
Nos "Entas" espero continuar com o "Síndrome de Peter Pan", mantendo o espírito jovem que me tem caracterizado ao longo dos anos.
Para os 40´s,
Desejos ... estabilidade profissional e emocional ... e muita saúde para mim, filhotes e amigos.
A evitar ... cair nos erros dos "Intas".
Agradecimento ... a todos os que me têm acompanhado ao longo dos anos.
E uma promessa ... tentar manter o Blog com regularidade.
Faltam 20 minutos para as 00.00 do dia 7 ... e apesar da instabilidade profissional (estou pela 1ª vez desempregado), instabilidade emocional (sem comentários) e uma ciática que não me larga há 7 semanas ... estou quase, quase, com 40 anos ... e nem todos podem dizer isso!
Um Lindo dia 7 para todos!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dia 27, vamos todos correr com o Sócrates?



No próximo dia 27, vai existir uma corrida às urnas, o que será uma óptima oportunidade de correr com o nosso Primeiro! ;-)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Sete e a sua Simbologia


Nasci num frio dia 7 de Dezembro. Quando era pequeno ouvi por diversas vezes a canção "sete e sete são catorze (...)", o resto penso que quase todos sabem.
O número do carro do meu piloto favorito de Fórmula 1 (Niki Lauda) era o 7, na mesma altura em que o Nené jogava no Benfica também com o 7.
Na Escola sempre joguei com o 7 nas costas. Lia avidamente os livros dos "Sete" de Enid Blyton. Resumindo, este número fez parte da minha infância/adolescência de uma forma muito intensa.
Sempre gostei do 7, 17, 27 e múltiplos de 7 para datas de nascimento.
A Ana Catarina nasceu no dia 28/7 às 22.30 - 28 (7x4) e 22.30 (2+2+3+0=7).
Mas o 7, desde a Antiguidade que tem uma simbologia muito grande.
O sete é considerado um numero planetário, o numero da perfeição, existindo:
os sete chakras principais;
os sete corpos existenciais do ser;
os sete raios;
os sete céus, os Maias acreditavam que o céu tinha sete camadas;
os sete dias da criação;
os sete selos do apocalipse;
os sete dias da semana;
as sete raças.
A interpretação medieval considerava o número 7 como cindido em espiritual três e material quatro. Isto foi a base da sua distinção, o famoso trivium e quadrivium das universidades medievais.
Na África os dogons que vivem na região central do rio Níger atribuem ao sete o numero da perfeição, o numero 3 é atribuído ao homem e o quatro à mulher. É um símbolo alquímico, esse simbolismo é atribuído nas roupas, os vestidos são feitos de 4 tiras de tecido e as calças dos homens com 3 conjuntos de três tiras.
O 7 é o símbolo da totalidade perfeita, do anúncio de uma mudança. Para além disso, é uma porta aberta do conhecido para o desconhecido: um ciclo encerrou-se, como será o seguinte?
Sobre o 7, de acordo com relatos antigos, Hipócrates terá dito: “O número 7, pelas suas virtudes escondidas, mantém no ser todas as coisas; dá vida e movimento; influencia seres terrenos e até os conjuntos celestes”.
7 é o número da conclusão cíclica e da renovação positiva, evocando todos os conjuntos perfeitos.
Existem muitos relatos sobre o número 7, mas decidi não me alongar mais (quem chegou até esta parte do texto ... os meus parabéns)
Escolhi o dia 7, para anunciar aos meus "leitores" que vão existir mudanças significativas na minha vida durante o mês de Setembro, as mesmas já deviam ter ocorrido em Julho (mês 7), mas por diversos factores não foram possíveis.

Termino com uma música que me diz bastante ... "Seven Years" da Norah Jones (na altura da edição desta música, a Ana Catarina tinha 7 anos).


Spinning, laughing, dancing to
her favorite song
A little girl with nothing wrong
Is all alone

Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she'll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground
Without a sound

Crooked little smile on her face
Tells a tale of grace
That's all her own

Spinning, laughing, dancing to her favorite song
A little girl with nothing wrong
And she's all alone

sábado, 5 de setembro de 2009

Ben Harper

Desde 2005 que eu aprecio bastante Ben Harper. As suas canções dizem-me sempre algo, uma vez que as letras são muito bem conseguidas e a música é excelente.
Há umas horas atrás, enquanto me dirigia para o trabalho, tocava na rádio "Faithfully Remain" ... para mim foi "love at the first hearing"
Coloco aqui a letra e deixo vídeo do You Tube para sentirem a canção ...




I learned to say goodbye
to say goodbye too young.
I learned to duck from words
like bullets from a gun.

How long can you pray?
How long can you pray
and still not see a change?
I faithfully remain. I faithfully remain.

Somethings, somethings you have to let be lost.
Some battles some battles you have to leave unfought.

Then the truth just wastes away
in all we dare not say.
And then all we can't explain.
But I faithfully remain. I faithfully remain.

Now I'm afraid once again.
Once again it has come to this.
When it all goes dark nothing stays the same.
Now I'm only what I miss.

And my memories they turn to tears.
Oh they turn to fire, blood, and pain.
And I, I faithfully remain. I faithfully remain.
And I, I faithfully remain. I faithfully remain.
I faithfully remain.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Recordações

Permaneço "chocho" ... o dia laboral hoje foi muito cansativo, depois disso estive a ouvir umas pessoas que necessitavam e a aturar outras que necessitavam de "algo pela cabeça abaixo" ... e mesmo no final do dia ainda existiram desencontros. 6ª feiras 13 são fáceis quando comparadas com 5ª feiras 3!!!
Mas ... quando o dia já parecia perdido, ao chegar a casa, reparei que nas lides efectuadas na minha anterior arrecadação, tinha trazido de lá, algo que já julgava irremediavelmente perdido ... um CD com fotos da Nova Zelândia.
As fotos em questão chegaram a ser publicadas na Revista Volta ao Mundo ...


Queda de Água em Milford Sound (Branco, Verde, Azul e Castanho)


Interior da Igreja do Bom Pastor em Lake Tekapo (A Cruz indica o Caminho do Céu)

A Nova Zelândia é para mim, o melhor País do Mundo ... e aconselho todos os que puderem a ir lá dar uma espreitadela.
Eu pelo menos já me sinto menos "chocho" ... e agora tenho que parar com esta lamúria, senão obrigam-me a alterar o nome do Blog para "Calimero Life" ... ;-)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Viagens ...

Voltei há pouco de uma viagem ... e já me apetece, novamente, voltar a partir. Amo o local que me viu nascer, mas apetece-me "mudar de ares" por uns tempos. Não tenho dúvidas de que existem pessoas muito importantes para mim nesta cidade, mas apesar dessa realidade, por vezes sinto-me sozinho. Viajar para mim é estar acompanhado, é fazer parte deste mundo imperfeito e conviver com ele na forma mais natural ... visitando-o nas suas diferentes latitudes e longitudes.
Fui feliz na Nova Zelândia (o que senti quando cheguei ao Jardim Botânico de Christchurch não se consegue descrever por palavras). O bem-estar que sinto sempre que vou aos Açores ou a Viana do Castelo é revigorante.
Coloco-me por diversas vezes a questão ... o que fazer? Viajar para poder viver?
Hoje estou "chocho" ... deixo-vos com uma imagem lindíssima do Jardim Botânico de Christchurch e o link para acederem ao mesmo!



http://www.ccc.govt.nz/BotanicGardens/tour

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fim de Férias

Se há um período mais complicado do que a espera infinita pelo 1º dia de férias no último mês de trabalho, será sem dúvida, o período de adaptação à ideia que ainda faltam mais 11 meses para voltar a ter o merecido descanso.
Estou a trabalhar há quase 10 dias (reiniciei a 22) e já estou exausto ... o futuro apresenta-se muito sombrio para mim.
Este "post" é o reiniciar do blog (em Julho e Agosto tirei férias do mesmo), mas agora tenho vontade de tornar isto um "vício" diário.
Ah ... nas férias dividi-me entre Porto Santo e o Minho ... praia dourada a iniciar ... e verdes campos a terminar. A agitação foi tanta que consegui emagrecer ... (é sempre assim) ... os dias de férias foram "gastos" no verdadeiro sentido da palavra.
Pois é, tenho que recuperar peso e horas de sono ... e se o 1º não consigo recuperar aqui ... o 2º vou tentar, terminando já este post!!! ;-)
Finalizo com Rodrigo Leão e uma canção do último álbum "Mãe" ... não sei porquê, ando a identificar-me com o título da mesma ... "Vida Tão Estranha"!



São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama

Refrão:
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado

A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente

Refrão:
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado

P.S. Adoro o que Rodrigo Leão cria, sem dúvida um dos grandes músicos da minha geração.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Holly Lerski



Há alguns meses, enquanto via o último episódio da série "Close to Home" fiquei apaixonado pela voz que interpretava um cover de "Hallelujah" de Leonard Cohen.
Após alguma pesquisa, encontrei Holly Lerski e o seu notável cover, para além de outras canções interessantes, mas a idade não perdoa (a minha) e acabei por esquecer-me do nome desta fabulosa intérprete.
Anteontem, voltei a sentir necessidade de reencontrar esta britânica de 39 anos e ouvir a sua voz. Após várias horas de "stress" lá a encontrei e deparei-me com alguns dados interessantes na sua biografia. Holly nasceu em 1969 (o meu ano) e tem um álbum com o nome "Life is Beautiful" (nome deste blog e ao qual ela faz publicidade na foto em cima), se gostava da senhora, agora até lhe perdoo o facto de ser da terra de Sua Majestade. ;-)
Deixo-vos com o link ... e para além do "Hallelujah", ouçam também o "My Love".

http://www.myspace.com/hollylerski

domingo, 5 de julho de 2009

1º Dia



Quando ouvimos uma música, normalmente, retém-se mais facilmente o refrão ou frases repetidas e penso que nesta canção do Sérgio Godinho é isso que sucede. Apesar de já ter ouvido esta música por diversas vezes, só a escutei na última semana e cheguei à conclusão que não deve ser o hino dos AA (Alcoólicos Anónimos) ou da APEF (Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado) e que seria uma excelente "bandeira" para uma qualquer Região Vinícola ou Central Cervejeira (risos).
A melodia é muito bonita, gosto de ouví-la, quero partilhá-la ... e reparem bem nas palavras a Bold!

A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

Fotografias com Piada (2)

Não sou um aficionado da "Fiesta Brava" ... mas não resisti a este "anúncio de tourada"!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Reflectir faz bem ...


Há algum tempo atrás alguém partilhou comigo uma citação de um famoso Psiquiatra Suiço (Carl Jung) que achei muito interessante ... ele escreveu
«A sua visão só se tornará clara quando voce olhar no seu coração. Quem olha fora dele, sonha. Quem olha no seu interior, desperta.»
Comentários?

Uma Boa Escolha



A "Rita dos Sapatos Vermelhos" vai longe ... tenho quase a certeza que em breve será presença habitual nos lugares cimeiros dos Top's Musicais Estrangeiros!
Deixo-vos a letra de "Choose Love" ...

I choose to hide
But I look for you all the time
I choose to run
But I'm begging for you to come
I wanna break
But I know that you can take
I stay a while
To be sure that you're by my side
Oh, oh

Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care

I choose to find
Things that you left behind
I choose to stare
But I can take you anywhere
I wanna stay
But my soul leaves you anyway
Can close the door
And love, could you give me more

Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care

Choose love, choose love, love
Choose love, choose love, oh

Don't wanna hear, I wanna fight
'Cause this time I won't be wrong
And I can waste this precious time
Asking where do I belong
So let me know your love is real
'Cause this time you won't control
Tell me please, what do you feel
Do I have to save your soul

Choose love, choose love, love
Choose love, choose love
Choose love, choose love, love
Choose love, choose love
Choose love, choose love, love
Choose love, choose love
Choose love, choose love, love
Choose love, choose love
Choose love, choose love, love
Choose love, choose love
Choose love, choose love, love
Choose love, choose love

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Verdadeiro Amor


A maior parte dos seres humanos nunca chega a conhecer o Verdadeiro Amor, aquele que tem sido cantado e declamado ao longo da História.
Neste post não vou abordar o Verdadeiro Amor no decorrer dos tempos, apenas tecer algumas considerações sobre o mesmo.
Para mim, o melhor poema a abordar este tema, pertence a Carlos Drummond de Andrade, intitula-se "O Amor" e eu gostava de partilhá-lo.

O Amor

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar
por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da
sua vida.

Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso
entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o
dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos
encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de
ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um
presente divino: o amor.

Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais
que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a
outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las
com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer
momento de sua vida.

Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela
estivesse ali do seu lado... se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos
emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que
está marcado para a noite... se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim,
tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... se você preferir
morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
É uma dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou
encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem
atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer
verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as
loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

Carlos Drummond de Andrade

Penso que o Verdadeiro Amor deve ser como Carlos Drummond de Andrade o descreve ... depois de reler o poema, penso que qualquer comentário meu será sempre secundário, mas quero terminar com algo que me enternece muito.
Num dos lares onde exerço as minhas funções de enfermeiro, há uma utente que tem numa moldura uma fotografia do casamento de uma familiar. Nesse registo de imagem, a noiva irradia tamanha felicidade que esta, consegue ultrapassar a dimensão onde está inserida. Invejo aquele momento ... por ela, por ele, por ambos.
A fotografia já foi tirada há alguns anos, mas tenho quase a certeza que aquela história de amor perdura.
Como conclusão ... adorava voltar a amar ... "não conseguindo imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem essa pessoa ao meu lado..."

domingo, 31 de maio de 2009

Ternura dos 40



Sempre que ouvia o título da música do Paco Bandeira, ria ... "ternura dos 40"?
Hoje foi o 1º dia em que escutei a música e percebi o porquê da canção estar a atravessar gerações.
Estou quase com 40 anos, faltam 6 meses e 1 semana e identifiquei-me com a letra da canção do Paco (não sei se sabem mas é diminutivo para Francisco) ... e digo-vos que sinto um "arrepio na espinha" quando penso nos 40's.
Alguns pontos, no meu contexto actual, do que é "dobrar a esquina" para os "entas"
- Mais de metade da esperança de vida para o sexo masculino em 2009; (deduzo que meia vida já passou)
- A necessidade de fazer a análise ao PSA com uma certa regularidade; (porque o toque rectal é outra história ...)
- Encontrar conhecidos no supermercado que já não víamos há 25 anos; (o problema são os nomes ...)
- Ter uma filha a 3 anos de fazer 18, com quase todos os problemas típicos da adolescência; (sou pai de uma adolescente com poucas borbulhas)
- Não ter qualquer bem em meu nome, excepção feita a um lugar de parqueamento; (e está à venda, se alguém estiver interessado)
- Estar numa situação laboral incerta; (os hospitais e outros serviços de saúde, pensam muito nas lombalgias dos tipos de 40 e por isso colocam miudos novos)
- Nao saber ainda o que pensar do Amor; (será que o Amor existe ou é apenas uma "miragem"?)
- Já não conseguir correr 2400 metros em 8 minutos; (12 ... 13 e já é muito bom)
- Possuir por vezes o síndrome de Peter Pan; (apetece-me tantas vezes ser menino)
- A noção da existência de tantas coisas que gostaria de fazer (não escrevi o livro, não conheço o Canadá, Itália e Suiça, nunca fui a Montesinho, à Serra da Cabreira ou a terras da mãe-pátria com nomes esquisitos - Pínzio, Cetos ou Sonim)

Esta prosa já tem misturada uma grande dose de sono. Despeço-me com um excerto da canção do Paco Bandeira.

"Meus amigos
Importante é o sorriso
Para seguir viagem
Co'a coragem que é preciso
Não adianta
Deitar contas à vida
A ternura dos quarenta
Não tem conta nem medida"

P.S. Ouçam a canção!!!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Google Logos

Já há bastantes anos que aprecio a arte dos "google logos" e chegou a altura de partilhar este meu gosto aqui no blog. Desde 1999 que conheço esta arte de forma singela, mas só ontem a conheci em forma de colecção.
Deixo aqui 2 dos meus preferidos e links de sites onde poderão encontrar muitos mais!
Vale a pena "perder" uns minutos e ir lá "cuscar" ...




http://www.google.co.uk/holidaylogos.html

http://www.google-logos.com

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Monos de Lisboa"

Nasci em Lisboa e adoro a minha cidade, mas há coisas que me tiram do sério. Para extravasar parte da minha "angústia" pela poluição visual existente nesta linda polis, decidi criar a rubrica "Monos de Lisboa", onde serei cáustico com tudo o que me perturba os olhos e consequentemente a mente.

Vivi durante alguns anos nos Olivais e nesse quarto de pulmão da cidade, encontrei aquele que eu considero ser um dos piores atentados ao bom gosto. Num dos sítios mais arborizados de Lisboa, colocaram uma escultura em ferro com 5,30 metros de altura e peso de 3 toneladas. Chama-se Recriação e é da autoria de um "artista" chamada Lúcio Bettencourt. Mais um pormenor, esta "obra de arte" é pertença da Câmara Municipal de Lisboa.
Ora vejam ...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Assembleia na Carpintaria



Amanhã, no local onde trabalho, efectuarei uma reunião de serviço onde utilizarei esta Fábula para a finalizar.

Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa?
Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.
O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa.
Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia reativou a discussão.
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: "Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos.
Assim, nao pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes".
A assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se então como uma equipa capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos.
Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fotografias com Piada (1)

Mais uma rubrica a ser iniciada (Fotografias com Piada) e bastante bem enquadrada no tema Desalinhados!


Não resisti ...
Esta foto foi tirada durante a realização do Cortejo na Queima das Fitas 2009 em Coimbra (10 de Maio).
Obrigado Anita pela "cedência" dos direitos de imagem.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Cinemateca de Tocaviva (Take 1)

Adoro Cinema, se pudesse passaria dias a apreciar a arte iniciada pelos Irmãos Lumiére.
As escolhas efectuadas para esta "Cinemateca" não irão ser sequenciadas por ordem preferencial. Todos os filmes aqui referidos, são importantes para mim. O que motiva estas escolhas? Pode ser o argumento, a música, o local onde a acção decorre, um actor, uma actriz, as boas recordações que possa associar ao filme, para mim existem "n" razões que servem para justificar as preferências.
Inicio esta "rubrica" com "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", filme de 2001, com um excelente desempenho de Audrey Tautou e acção a decorrer em Paris.
Amo este filme por diversas razões. É uma comédia romântica bem conseguida, com uma excelente actriz, a acção decorre na minha cidade europeia favorita e a música de Yann Tiersen envolve-nos no argumento.
Para ficarem com o "bichinho" de verem ou reverem este filme deixo-vos 2 vídeos do You Tube (especial atenção ao 2º)



segunda-feira, 11 de maio de 2009

Desalinhados (Parte 4)


Penso que é altura de deixar de falar nos relacionamentos e começar a abordar o tema emprego. Este é para mim, sem dúvida, um dos temas mais desalinhados numa grande percentagem de pessoas com vida profissional activa.
A razão deste pragmatismo tem a ver com o grande número de individuos que "queimou as pestanas" durante um curso superior e que agora se encontra no desemprego ou a executar tarefas completamente distintas da sua preparação académica, mas existem outros motivos para este desalinhamento, o cansaço de anos de profissão ou a evolução negativa da profissão desempenhada.
Durante a frequência do curso de Biologia na FCUL, existia uma certa rivalidade com os colegas de Geologia, uma vez que estes eram considerados por nós (projectos de biólogos), os parentes mais pobres do C2. E lembro-me que nessa altura no nosso Departamento "corria" uma piada sobre geólogos. A mesma era formulada através de uma interrogação ... o que é que um geólogo desempregado diz para um geólogo empregado? Resposta: um Big Mac por favor! Já estão a ver o que se pensava das saídas profissionais dos geólogos, infelizmente, neste momento a piada também pode ser adaptada aos biólogos e à maior parte das categorias profissionais.
O meu caso enquadra-se no desgaste profissional, possuo 2 licenciaturas (Enfermagem e Biologia) e ao longo dos últimos anos tenho-me sentido dividido entre o exercício da Enfermagem e a docência na área das Ciências da Terra e da Vida. Para mim, enfermagem é relação de ajuda, enquanto docência é orientação e transmissão de conhecimentos. Divido-me entre 2 amores, recompensadores, mas ao mesmo tempo, muito desgastantes. São ambas profissões de entrega, mas em que o esforço colocado ao serviço dos outros, nem sempre é reconhecido. E apesar de se estar nestas profissões com altruismo, em espírito de missão, ao final de alguns anos, o cansaço começa a fazer algumas brechas na parede da disponibilidade.
Neste momento, exerço enfermagem, não tendo relação com a docência. Talvez pelos anos que já levo de exercício nesta profissão, sinto-me cansado e por vezes, penso que um ano sabático seria proveitoso para tentar encontrar um novo rumo, quem sabe, mais alinhado com a minha forma de ser e estar.
Hoje, permito que William Shakespeare termine o post ... "o trabalho agradável é o remédio da canseira".

domingo, 10 de maio de 2009

Desalinhados (Parte 3)


Neste momento são 3.28 am, acordei há alguns minutos e na falta de vontade de virar para o outro lado e tentar adormecer, decido pegar no computador e escrever algo. Nos posts anteriores, quando abordo a desconfiança, vejo a mesma de uma forma obsessiva, um sentimento que não é light. A existência de cumplicidade, espaço próprio, amor, são "factores relacionais" que deviam excluir sentimentos menos positivos.
Se algo estiver a falhar, as pessoas intervenientes, devem ter maturidade suficiente para colocarem as "cartas na mesa" e dessa forma tentar encontrar um caminho possível para a viagem que estão a realizar. Por vezes, o destino seguinte tem que ser alterado, senão só um ou mesmo nenhum chegará à base planeada anteriormente.
Uma relação não é uma linha recta, gosto de pensar nela como um traçado cardíaco, onde existe a onda p, o complexo qrs e as ondas t e u.
As ondas p,t e u ficam acima da "linha condutora", sendo a p maior que a t e esta maior que a u, penso nelas como emoções que deviam suceder ao longo do dia, o telefonema, o bilhete, a atenção aos pormenores da conversa do outro, o espaço para a individualidade, resumindo, algo que proporcione prazer. O complexo qrs é diferente das ondas, aqui temos um pico (r), que seria uma emoção forte e um regressar depois à realidade da "linha condutora", mas mergulhando antes, ligeiramente no vale (s). Mas isso parece-me aceitável, quem é que depois de uma emoção forte, não se vai abaixo quando tem de regressar à "vida habitual". Aqui, no vale (s) também se pode considerar a hipótese de ser um pequeno problema relacional, mas nesta altura, o importante é saber que a onda t, u e p, aparecerão rapidamente e um novo complexo qrs estará logo a seguir a elas. Quando estas ondas e o complexo desaparecem da nossa vida, aí temos uma linha horizontal que pode significar fim de relação, sendo nessa altura necessária a utilização de "massagens ou choques" para reanimar, mas se isso não resultar, a mesma morreu. O coração da relação deixou de bater.
Para finalizar, deixo uma frase do escritor Leão Tolstoi para reflectir ... "o amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só".

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Maio 8

the most beautiful person in the world


Cada um de nós, numa determinada altura da vida, encontrou a pessoa mais bela do mundo!

Desalinhados (Parte 2)


Mais um post a abordar o tema desenvolvido anteriormente (desalinhados no casamento/relacionamento).
Com uma certa frequência, escuto desabafos de amigos a dizer que são controlados pelo outro elemento do par. Não existe privacidade. Se o telemóvel dá sinal de mensagem ou toca, há uma obsessiva vontade do outro em saber quem é o emissor nesse processo de comunicação. E quando podem, por vezes às escondidas, noutras vezes com uma "lata" desgraçada em perfeita claridade, espreitam à procura de uma possível traição. Quem fala dos telemóveis, aborda também a internet, ter um blog, e-mail ou o perfil no HI5, é motivo para os inquisidores condenarem à fogueira, sem necessidade de julgamento.
Pergunto-me, será isto Amor? Felizes dos nossos pais que viveram a sua juventude, sem a possibilidade de serem internautas ou utilizarem meios móveis de comunicação. Resumindo, e de uma forma jocosa, o progresso, é a grande causa dos relacionamentos falhados.
A base de qualquer relação, é para mim, a confiança. É impossível estar num relacionamento big brotheriano, em que não existe a hipótese de ter momentos a sós com a nossa pessoa. É preciso espaço para se poder respirar convenientemente e também não ter a sensação que estão sempre, sempre, sempre a respirar por cima de nós.
Confiança, facultar ao outro o seu espaço, cumplicidade, companheirismo, são alguns dos ingredientes para que o 1 + 1 se possa realizar.
Não há verdades absolutas, mas já Ovídio no I Séc. DC, dizia na sua "Arte de Amar" ... "se queres prolongar o amor não permitas que a desconfiança te domine em relação à pessoa amada".

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Regresso

Ao final de alguns meses de ausência decidi reactivar a escrita em Blog.
Quero iniciar este "novo filho" com o tema "desalinhados". Todos nós, num determinado momento da nossa vida já nos sentimos pouco alinhados com algo, que pode ser uma pessoa, uma situação, um local ou até mesmo com o nosso umbigo.
Existe facilidade em encontrar estes "desalinhados", uma vez que normalmente, são sempre os mesmos: casamento, emprego, situações sociais, família e a fantástica 1ª pessoa do singular.
Vou começar por abordar uma das "instituições" que para mim mais facilmente desalinha: o casamento!
Talvez por já ter um divórcio no meu "currículo", este é um ponto ao qual confiro uma importância maior. Porque é que um casamento acaba? Porque é que ao final de alguns anos de vida em comum, já temos pouca ou nenhuma paciência para aquela pessoa que se deita connosco todas as noites? Se pensam que vão ter uma resposta às vossas "aflições", podem sair do blog e ir ler um livro de terapia familiar (apesar do resultado final da leitura não ser muito diferente).
Eu tenho uma resposta, tu terás outra, ele terá outra e nenhuma delas encerrará a verdade absoluta, o Santo Graal que prolongaria o casamento/relacionamento.
A minha resposta é: os casais deixam de ser 1 + 1 e passam a utilizar as outras operações aritméticas para definir a vida em conjunto 1 x 1, 1 : 1 e 1 - 1, interessante notar que só a 1ª operação é que dá dois, a 2ª e a 3ª dão como resultado um e a 4ª dá um zero redondo.
Um casal tem de ser na minha opinião 1 + 1, o resultado é dois, mas o mesmo é obtido com a individualidade de ambos. Esta soma acontece porque existe um objectivo, uma vontade, um desejo, sempre comum aos dois.
As outras três operações aritméticas do casamento, até se podem aguentar, mas isso quase sempre sucede devido ao comodismo do presente, medo do futuro, filhos, crenças religiosas ou qualquer outro motivo que seja considerado válido.
Há uns anos atrás lembro-me de 2 bonecos que pareciam o casal perfeito, porque a frase que os caracterizava "Amor é" transmitia segurança, mas poucas coisas são eternas e acabei de saber que já se divorciaram há algum tempo!!!


Amor era ...