domingo, 10 de maio de 2009

Desalinhados (Parte 3)


Neste momento são 3.28 am, acordei há alguns minutos e na falta de vontade de virar para o outro lado e tentar adormecer, decido pegar no computador e escrever algo. Nos posts anteriores, quando abordo a desconfiança, vejo a mesma de uma forma obsessiva, um sentimento que não é light. A existência de cumplicidade, espaço próprio, amor, são "factores relacionais" que deviam excluir sentimentos menos positivos.
Se algo estiver a falhar, as pessoas intervenientes, devem ter maturidade suficiente para colocarem as "cartas na mesa" e dessa forma tentar encontrar um caminho possível para a viagem que estão a realizar. Por vezes, o destino seguinte tem que ser alterado, senão só um ou mesmo nenhum chegará à base planeada anteriormente.
Uma relação não é uma linha recta, gosto de pensar nela como um traçado cardíaco, onde existe a onda p, o complexo qrs e as ondas t e u.
As ondas p,t e u ficam acima da "linha condutora", sendo a p maior que a t e esta maior que a u, penso nelas como emoções que deviam suceder ao longo do dia, o telefonema, o bilhete, a atenção aos pormenores da conversa do outro, o espaço para a individualidade, resumindo, algo que proporcione prazer. O complexo qrs é diferente das ondas, aqui temos um pico (r), que seria uma emoção forte e um regressar depois à realidade da "linha condutora", mas mergulhando antes, ligeiramente no vale (s). Mas isso parece-me aceitável, quem é que depois de uma emoção forte, não se vai abaixo quando tem de regressar à "vida habitual". Aqui, no vale (s) também se pode considerar a hipótese de ser um pequeno problema relacional, mas nesta altura, o importante é saber que a onda t, u e p, aparecerão rapidamente e um novo complexo qrs estará logo a seguir a elas. Quando estas ondas e o complexo desaparecem da nossa vida, aí temos uma linha horizontal que pode significar fim de relação, sendo nessa altura necessária a utilização de "massagens ou choques" para reanimar, mas se isso não resultar, a mesma morreu. O coração da relação deixou de bater.
Para finalizar, deixo uma frase do escritor Leão Tolstoi para reflectir ... "o amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só".

2 comentários:

  1. Percebes mais de traçados cardíacos do que eu...:)
    A frase de Tolstoi foi a cereja em cima do bolo.

    ResponderEliminar
  2. http://www.youtube.com/watch?v=mADiz_vn0RQ&feature=related

    ResponderEliminar